MITO E TRADIÇÃO ENTRE OS KAINGANG DA TERRA INDÍGENA RIO DAS COBRAS (PR) – ALGUMAS REFLEXÕES (parte I)

1 abr

Por Bel Rodrigues (*)

Mito é como um quebra-cabeça

(C. Junqueira)

Este texto faz parte de algumas de minhas reflexões em torno de questões que me remeteram à busca pela identificação de aspectos dos mitos Kaingang na vida cotidiana deles, ou seja: ‘que pedaço da vida dos Kaingang o mito ocupa?’

Nesse sentido, necessário se faz apresentar algumas, dentre tantas possibilidades, de interpretação do termo. Principio com Vernant (2002, p.198), que entende o mito como um dos três elementos que constituem o sistema religioso[1] de uma sociedade. E uma sociedade segundo ele, é um sistema de relações entre os homens, atividades práticas que se organizam no plano da produção, da troca, do consumo, em primeiro lugar, e depois em todos os outros níveis e em todos os outros setores da vida coletiva (…). E na concretude de sua existência, os homens definem-se também pela rede das práticas que os ligam uns aos outros e da qual eles aparecem, em cada momento da história, ao mesmo tempo como autores e como produtos (VERNANT, 2002, p.54).

Referindo-se as formas de crença e de racionalidade na Grécia dos séculos VIII a IV a.C.,Vernant diz que mito significa a crença naquilo que é contado por meio das narrativas transmitidas oralmente (2002, p.200).

Segundo Calvino (1990) a história vai nascendo pequena e vai crescendo, crescendo e vira mito. Trata-se de uma narrativa que dá preceitos. Joseph Campbell (1990) nos ensina que o mito fornece a matéria-prima para as grandes histórias contadas pela humanidade; eles oferecem modelos de vida adaptados ao momento em que estamos vivendo. Os mitos, também, segundo ele, tratam da transformação da consciência. E são ainda, o registro simbólico do estar vivo[2].

Godelier, preocupado com o conceito de ideologia, diz que mito é um instrumento de mobilização e coloca os mobilizados em uma posição subalterna em relação aquele que o enuncia (1981, p.190). Para John Thompson (1999), mito é um discurso que mobiliza e ao mobilizar, submete. Junqueira (2008), afirmou que os mitos são pistas para as potencialidades do espírito humano e possui quatro funções: mística (dimensão do mistério); cosmológica; sociológica; e pedagógica. Assim, toda mitologia se remete a sabedoria da vida.

Imbuída desses argumentos definidores do termo mito, a busca por mim do entendimento do papel do mesmo no cotidiano Kaingang, partiu de uma experiência antropológica: a ação pessoal que vivenciei com um grupo de alfabetizadores de adultos, moradores da Terra Indígena Rio das Cobras, localizada nos municípios de Nova Laranjeiras e de Espigão Alto do Iguaçu, na região sudoeste do Paraná. E, a partir dessa experiência pontuarei questões que borbulham em minha mente como peças de um quebra-cabeças que tento encaixar umas nas outras.

Todo o contexto do trabalho deu-se junto a um grupo de dez pessoas, entre homens e mulheres, que atuam como alfabetizadores de jovens e de adultos nas turmas que funcionam na terra indígena. Essa atividade surgiu de uma proposta de elaboração de um livro, que a SEED/Paraná (Secretaria de Estado da Educação), por meio do Programa Paraná Alfabetizado, me convidou para participar como assessora[3].

Essa oficina teve duração de três dias. A atividade foi programada tendo em vista a realização de levantamento e registro de fontes diversificadas – fotografias, depoimentos dos educadores/educandos e demais moradores da T.I., e que abordaram questões sobre o passado e o presente; também as histórias, os mitos, as receitas culinárias, as ervas medicinais, divertimentos, festas, danças, religiosidade, pescaria, futebol, escola, artesanato etc., que resultou em material para a composição do livro.

A experiência que me interessa aqui e que me serviu como mote para essa reflexão, se refere ao segundo dia da oficina, durante o qual a conversa foi a partir da pergunta: de onde surgiram os Kaingang?

Interior de habitação Kaingang, foto D. E. Canieli, 2010

Já tínhamos abordado no dia anterior e nas etapas anteriores, sobre o interesse e a importância de escrever no livro, a história dos povos indígenas que vivem no Paraná. Procurei conduzir o dia de trabalho, partindo de uma metodologia de contextualização das atividades que já havíamos realizado, retomando os passos seguidos e as combinações que tínhamos acordado. A idéia era discutir a história dos Kaingang.

Quando fiz a pergunta eles responderam terem vindo do mesmo lugar de onde vieram as outras pessoas: de seus antepassados, de Deus, de resultado do amor entre duas pessoas etc. Fiquei meio frustrada, pois nenhum deles fez qualquer referência a uma possível origem mítica, que era o que eu pretendia ouvir. E continuei perguntando, buscando a resposta que eu esperava! Eles continuaram firmes na posição inicial. Também perguntei o que conheciam sobre as duas metades exogâmicas que são os kamé e os kairu; e, qual a relação dos Kaingang com a terra. Perguntei, perguntei… e nada! Nenhuma resposta que se aproximasse minimamente do lugar onde eu pretendia que a conversa chegasse.

Isso trouxe à tona duas questões que estão sempre presentes na minha mente. Primeira, a lembrança de uma conversa com uma sábia professora Kaingang, Gilda Kuitá, que certa feita me disse que quando os Kaingang querem falar, não é preciso perguntar. Eles falam!

Segunda, a pertinência e atualidade de um bonito trecho de Tristes Trópicos (1986), no qual Lévi-Strauss em tom de decepção e simultaneamente de admiração, refere-se aos índios do Tibagy, e de como eles não se subordinaram à dominação: (…) despindo de poesia a imagem ingênua que o etnógrafo principiante constrói de suas futuras experiências, davam-me uma lição de prudência e objectividade. Ao encontrá-los menos intactos do que contava, ia descobrir que eram mais secretos do que aquilo que se podia esperar da sua aparência exterior (LÉVI-STRAUSS, 1986, p.149).

Penso que eles me transmitiram exatamente esse tom de segredo, de possuidores de uma lógica que eu mal compreendo e que busco compreender. Recorri então, a contribuição de dois autores que me ajudaram a pensar sobre a experiência vivenciada.  Um deles, Godelier (1981, p.190) quando afirmou que: Um mito não é um “mito” senão para aqueles que não acreditam nele, e os primeiros a acreditar nele, são aqueles que o “inventam”, isto é, pensam-no e formulam-no como “verdade” fundamental que imaginam lhes ser inspirada por seres sobrenaturais, deuses, ancestrais etc.

O mito dos Kaingang ao qual me referi é o da origem dos Kaingang na terra, registrado em duas versões. Uma de Curt Nimuendajú (1913) e outra de Telêmaco Borba (1908).

Apresento abaixo a versão registrada por Telêmaco Borba, na sua obra Actualidade Indígena:

Em tempos idos, houve uma grande inundação que foi submergindo toda a terra habitada por nossos antepassados. Só o cume da serra Crinjijimbé emergia das agoas. Os Caingangues, Cayurucrés e Camés nadavam em direção a Ella levando na boca achas de lenha incendiadas. Os Cayurucrés e Camés cançados, afogaram-se; suas almas foram morar no centro da serra. Os Caingangues e alguns poucos Curutons, alcançaram a custo o cume de Crinjijimbé, onde ficaram, uns no solo, e outros, por exiguidade de local, passaram muitos dias seguros aos galhos das arvores; e alli passaram muitos dias sem que as agoas baixassem e sem comer; já esperavam morrer, quando ouviram o canto das saracuras que vinham carregando terra em cestos, lançando-a á agoa que se retirava lentamente. Gritaram elles ás saracuras que se apressassem, e estas assim o fizeram, amiudando também o canto e convidando os patos a auxilial-as; em pouco tempo chegaram com a terra ao cume, formando como que um açude, por onde sahiram os Caingangues que estavam em terra; os que estavam seguros aos galhos das arvores, transformaram-se em macacos e os Curutons em bugios. As saracuras vieram, com o seo trabalho, do lado donde o sol nasce; por isso nossas agoas correm todas ao Poente e vão todas ao grande Paraná. Depois que as agoas secaram, os Caingangues se estabeleceram nas immediações de Crinjijimbé. Os Cayurucrés e Camés, cujas almas tinham ido morar no centro da serra, principiaram a abrir caminho para o interior della; depois de muito trabalho chegaram a sahir por duas veredas: pela aberta por Cayurucré, brotou um lindo arroio, e era toda plana e sem pedras; dahi vem terem elles conservados os pés pequenos; outro tanto não aconteceo a Camé, que abrio sua vereda por terreno pedregoso, machucando elle, e os seos, os pés que incharam na marcha, conservando por isso grandes pés até hoje. Pelo caminho que abriram não brotou agoa e, pela sede, tiveram de pedil-a a Cayurucré que consentio que a bebessem quanto necessitassem. Quando sahiram da serra mandaram os Curutons para trazer os cestos e cabaças que tinham deixado em baixo; estes, porem, por preguiça de tornar a subir, ficaram alli e nunca mais se reuniram aos Caingangues: por esta razão, nós, quando os encontramos, os pegamos como nossos escravos fugidos que são. Na noite posterior á sahida da serra, atearam fogo e com a cinza e o carvão fizeram tigres, ming, e disseram a elles: – vão comer gente e caça –; e os tigres foram-se, rugindo. Como não tinha mais carvão para pintar, só com a cinza fizeram as antas, oyoro, e disseram: – vão comer caça –; estas, porem, não tinham sahido com os ouvidos perfeitos, e por esse motivo não ouviram a ordem; perguntaram de novo o que deviam fazer; Cayurucré, que já fazia outro animal, disse-lhes gritando e com Mao modo: – vão comer folhas e ramo de arvore –; delas vez ellas, ouvindo, se foram: eis a razão porque as antas só comem folhas, ramos de arvore e fructas. Cayurucré estava fazendo outro animal; faltava ainda a este os dentes, lingoa e algumas unhas quando principiou a amanhecer, e, como de dia não tinha poder para fazel-o, poz-lhe ás pressas uma varinha fina na bocca e disse-lhe: – Você, como não tem dente, viva comendo formiga –; eis o motivo porque o Tamandoá, Ioty, é um animal inacabado e imperfeito. Na noite seguinte continuou e fel-os muitos, e entre elles as abelhas boas. Ao tempo que Cayurucré fazia esses animaes, Camé fazia outros para os combater; fez os leões americanois (mingcoxon), as cobras venenosas e as vespas. Depois de concluido este trabalho, marcharam a reunir-se aos Caingangues; viram que os tigres eram mãos e comiam muita gente; então na passagem de um rio fundo, fizeram uma ponte de tronco de arvore e, depois de todos passarem, Cayurucré disse a um dos de Camé, que quando os tigres estivessem na ponte puxassem esta com força, a fim de que elles cahissem na agoa e morressem. Assim o fez o de Camé; mas, dos tigres, uns cahiram á agoa e mergulharam, outros saltaram ao barranco e seguraram-se com as unhas; o de Camé quis atiral-os de novo ao rio, mas, como os tigres rugiam e mostravam os dentes, tomou-se de medo e os deixou sahir: eis porque existem tigres em terra e nas agoas. Chegaram a um campo grande, reuniram-se aos Caingangues e deliberaram cazar os moços e as moças. Cazaram primeiro os Cayurucrés com as filhas dos Camé, estes com as daquelles, e como ainda sobravam homens, cazaram-os com as filhas dos Caingangues. Dahi vem que, Cayurucrés, Camés e Caingangues são parentes a amigos. (1908, p.20-22)

Essa versão de Borba foi lida duas vezes, na oficina com eles. Em suas feições e expressões percebi um desconhecimento do que foi lido. Após a segunda leitura feita de maneira serena, por uma das participantes do grupo, fui perguntando sobre o que eles haviam entendido. Foram relendo frase por frase e eu fui anotando no quadro de giz as falas de cada um. A expressão era de que eles estavam ouvindo algo completamente novo.

Algumas perguntas foram sendo feitas por eles: onde fica essa serra Crinjijimbé? Saracuras que vieram do leste? Água que corre para o oeste? Campos planos – Ky jer? Seriam os Campos Gerais? Seria a Serra do Mar? Fomos marcando pontos de possíveis localizações: Serra do Mar, Rio Paraná e seus afluentes. Recorremos ao mapa do Paraná. Conversamos sobre as localizações possíveis. Vimos os rios, as serras, a divisão dos planaltos; a localização do território da guerra de conquista dos campos de Guarapuava. Muitas perguntas. Falaram que o texto era difícil e estranho.

De fato, essa história assim registrada, eles não conheciam. Agora, será mesmo que eles não conheciam esse mito? Será que não falaram por falta de confiança numa pessoa quase desconhecida? Será que os mais velhos não contam sobre as histórias antigas e sagradas? Será que eles desconhecem o sistema de organização social, cosmológico, econômico dos Kaingang? Será que eles têm medo de que se contarem aos fóg (brancos) esses podem se apropriar como se apropriaram de muitos de seus conhecimentos? Será… Será… Será… Muitos serás!!!

Falaram sobre os Kamé e os Kairú. Eles disseram saber que são as metades exogâmicas às quais eles pertencem por relações de parentesco e cujos símbolos são “/” e “о”, respectivamente, o risquinho e a bolinha. Disseram saber, também, que antigamente kamé só podia casar com kairú e kairú só casar com kamé. Afirmaram que atualmente, não funciona somente assim. Concordaram que os jovens não seguem a tradição, embora saibam a qual metade cada qual pertençam.

Uma das educadoras que estava presente afirmou que, hoje, os jovens querem “ficar como os fóg fazem; querem namorar e se casar por amor”. Numa outra ocasião, outra educadora, mãe de estudante indígena na UEM, disse que estava preocupada, pois os jovens estão reivindicando o direito à adolescência, algo incomum aos Kaingang, já que essa fase não existe na concepção deles, ou pelo menos não existia até bem pouco tempo[4].

 

 

(*) MOREIRA, L. F. V. & GONÇALVES, J. H. R. (Org.) Etnias, espaços e idéias: studos multidiciplinares. Curitiba: Instituto Memória, 2009. p. 45-63. (V. Tb.  dados da autora no `SOBRE´deste blog).

Referências Bibliográficas

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http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell; (acesso em 02/02/2009).

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LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos. Lisboa: Edições 70. 1986

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[1]Vernant (2002,198) considera como os dois outros elementos do sistema religioso, os rituais e as figuras dos deuses, as imagens divinas, os ídolos.

[2] Indicação de Farias, C.A. sessão de exposição em sala de aula em 23/06/2008 referindo-se a Campbell. In: http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell; acesso em 02/02/2009).

[3] Por conta disso, assessorei juntamente com uma colega pesquisadora, professora Dra. Rosangela C. Faustino, a elaboração desse livro destinado à alfabetização de jovens e adultos indígenas no estado. Esse trabalho, que começou em setembro de 2007, foi composto por várias etapas, da qual a experiência que tomei como foco aqui, ocorreu em abril de 2008, durante a realização de uma oficina.

[4] Trata-se de mais uma questão que precisa ser investigada, pois os jovens têm tido um contato mais direto com a sociedade envolvente, pois quando concluem os estudos na t.i., se deslocam até as cidades mais próximas para dar continuidade aos mesmos, já que na maioria das t.is., no Paraná, não há escolas que ofertem a fase II do ensino fundamental  e o ensino médio.

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Uma resposta para “MITO E TRADIÇÃO ENTRE OS KAINGANG DA TERRA INDÍGENA RIO DAS COBRAS (PR) – ALGUMAS REFLEXÕES (parte I)”

  1. fernanda 12 de abril de 2010 às 14:58 #

    eu achei o texto otimo principalmente pra quem esta estudando

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