Ode & Amor a SP

6 dez

Por Byra Dornelles


Tendo como referência a prosa livre de Jack Kerouac e a poesia visceral de Torquato Neto – o Freak Out Muzik sofre influência nata de alguns trabalhos de spoken words do mundo como Saul Wiliams, Gil Scot Heron e do brasileiro Tavinho Teixeira.

Freak’s:

Byra Dorneles – Vocais
Miguel Stavele – Bases e Produção
DJ Robhinson Cruzoé – Turn Table

(filmado por Georgete Bueno)



Poema Ode & Amor a SP por Byra Dornelles

(Para Xico Sá )


Entre gritos e Ipiranga esgoto a céu aberto

na Augusta e paulistas

os punks as putas os travas os emos
as anfetas as bolas balas todos os vicios e delicias

na consola a desolação, tantos rios pequenos.

Esse cheiro de borracha queimada!!!
E esse cheiro de borracha queimada!!!!

O desespero das filas no roldão a perda da individualidade
a massa nas filas dos metrôs a previsibilidade das massas
a massa e à inércia passiva

a exclusão do amor o apito das fábricas
mutante cidade excitante cidade

ambientes áudio-confusos!
ambientes áudio-confusos!

A impossibilidade prática de ser feliz com tantos automóveis
eles invadiram a simples-cidade

os proto-bandidos de quinta na Corifeu suburbia
o tráfico acéfalo, sem comando, desorientado
o tráfego desorientado

O que Deus fazia antes de criar São Paulo?
O que Deus fazia antes de criar São Paulo?

O QUE DEUS FAZIA ANTES DE CRIAR SÃO PAULO?

O QUE DEUS FAZIA ANTES DE CRIAR SÃO PAULO?

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3 Respostas to “Ode & Amor a SP”

  1. Tecituras - Gisèle Miranda 10 de dezembro de 2010 às 0:05 #

    Essa Ode & Amor a SP me remeteu a Tomie e ao Philadelpho Menezes. O Elo – ela, ele, nós.
    Ela, vibra em um corpo doce, um pedaço mundo feito em arte para SP (http://ht.ly/3mTJf) ele, um pedaço SP, vibra à memoria, de corpo ausente e de poesias sonora e visual. (http://ht.ly/3mTL4) Essa Ode & Amor a SP é um pedaço RJ, numa mistura BR , e deveras, um pedaço´ Xico Sá ´(para você).
    abraço,
    Gisèle

  2. @alcastanho 8 de dezembro de 2010 às 10:03 #

    Grande Byra!

    O vício de sampa, a invasão do caos. Sem ele, não seria santa essa terra.

    Aguardo as palavras faladas do Rio!

    Abs

    • Jozely Tostes 9 de dezembro de 2010 às 13:22 #

      Sejam bem-vindos o poeta e a poesia! O Tecituras está Byrado!

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