Autobiografia de um ´artista´bem sucedido

3 jan

por Gontran Guanaes Netto


 

Gontran Guanaes Netto, s/ título, lápis s/ papel, 2003

 

 

A aproximidade dos meus 80  anos e na circunstância do meu retorno a França, sinto-me obrigado a remover a Casa da Memória para outro local. Foi necessário dar uma nova ordem a apresentação dos quadros. Eles marcaram tomadas de posições sobre acontecimentos diversos, tais como: o neocolonialismo 1970-1973, Chile, Vietnã, imperalismo, Palestina, racismo, etc.

Constato que nestes últimos 40 anos não houve necessidade de transgredir aos meus objetivos políticos e profissionais – constatando também a eficácia destas obras em seu papel comunicativo e que se desdobra ininterruptamente em estimulantes vertentes.

Ao reapresentar a Sala Escura da Tortura produzida em Paris, 1973,  pelo Grupo Denúncia do qual faço parte, tive que reviver os Direitos do Homem com a restauração das obras do Metrô de São Paulo: estação Marechal Deodoro.

Ao mesmo tempo me vejo retornando a França com entusiasmo redobrado e com a pretensão de continuar oferecendo novas perspectivas e enriquecer os mesmos objetivos.

 

Gontran Guanaes Netto, s/título (esboço – início década 2000), lápis s/ papel, s/d


 

 

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