Ver-a-cidade

31 mar

Byra Dorneles & Michelle Sill

 

(Poética sincera e declarativa sobre city-ações que influenciam diariamente movimentos-momentos e distrações tão relevantes da beleza de ser coadjuvante do furacão econômico, maior e melhor nos dias tão terminais de hoje)

 

Ver-a-cidade 

O ar irrespirável da tarde

Irrefutível -arde.
Cidade mutável
mutila
mata
musa o ar
que murmura a música
voraz das businas.

Cidade de notas
que numa vórtice auditiva
recrea nossos tímpanos
com seu lerdo tino.
Cidade fermata
em cores e prédios
mutante cidade.

Seu poder destrutivo
eterna pressa criativa
ufana a vida
que no bus entre os bairros alados
caminha sobre a bomba
e recebe no fim da tarde
a mijada garoa poluição.
São tiête é paulo
santa ilusão de verdade.

Olor frio exacerbado
paulicéia temperamental
paulicia
aqueles que vagam nos teus dias
e encontram-se nas tuas noites
as vezes cheias
as vezes vazias
e também aqueles
já cansados
que não tem tempo pra te gozar.

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2 Respostas to “Ver-a-cidade”

  1. Tecituras - Gisèle Miranda 30 30UTC janeiro 30UTC 2017 às 14:20 #

    Republicou isso em e comentado:

    “a mijada garoa poluição.
    São tiête é paulo
    santa ilusão de verdade.”

  2. DIEGO MIARÉ 18 18UTC abril 18UTC 2012 às 3:20 #

    GOSTEI DO RETRATO … as cidades que sufocam e sussurram , um labirinto mais do que confuso … desnorteante embriagante ! É a avenida principal !

    O seu comentário está aguardando moderação.

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