Série Brasil I: Jean–Baptiste DEBRET

30 jan

Com relação ao material étnico ainda existe a tensão que vai e volta entre antropologia/etnologia e história da arte, a respeito de como expor o trabalho de povos para quem a criação artística significa um monte de outras coisas, além da própria criação. (Obrist, 2010, p. 211)

Por Gisèle Miranda

(À cidade do ‘meu’ Rio de Janeiro)

“… cultura de minha arte sob um céu tão puro e onde a natureza exibe aos olhos do pintor filósofo a profusão de uma riqueza desconhecida…” (Debret, 1839)

No balanço delicioso da alma,Debret exaltou um Brasil do qual foi artífice junto a Lebreton, chefe da Missão Artística Francesa à criação da Academia Imperial de Belas-Artes (AIBA) no Rio de Janeiro[1].

Debret em seus paradoxos sociedade/individuo, público/privado compôs sua Viagem Pitoresca de 149 litografias à mestiçagem da tradição monárquica européia com a prática escravista colonial marcadamente religiosa- uma aula de história e arte do Brasil, pré e pós independência. (1)

Do escambo – compra/escravização de índios e negros por aguardente, fumo, pólvora, entre outros – o tráfico humano compõe uma amarga parte da mestiçagem brasileira, que adiante se desdobrou no conceito exercido por Darcy Ribeiro e Michel…

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