Série Reflexões sobre o Anarquismo IV: a militância de Fábio Luz

31 jan

Quando Fábio Luz chegou aos 70 anos – solidificados por uma militância anarquista, seus livros, novelas, contos encontraram abrigo na Academia Carioca de Letras. Mas a sua lucidez anarquista frente ao abrigo de sua pena sempre deixou claro que não seria um membro como os outros. Sua condição de militante anarquista faria grande diferença.

Por Jozy Lima


Venho transmitir como posso e o que posso, aos que na conquista do pão não dispõem de tempo suficiente para estudar. Leio para eles e por eles. Com eles converso sobre coisas de ciência e em boa camaradagem passo algum tempo. (Fábio Luz, SPARTACUS, 4 out.1919)

Para Fábio Luz, a propaganda era quase tudo. Tinha poderes de forjar mentes e atitudes. Por isso, fazer propaganda, nesta época, significava fazer uso da pena, onde quer que fosse possível – para operários, burgueses, intelectuais e etc.

Era comum quando escrevia crítica literária, inserir parágrafos dedicados a algum aspecto do pensamento anarquista ou crítica à sociedade capitalista. Mas sem dúvida, o espaço preferido era a imprensa. Sua perspectiva era de que os libertários deveriam centrar seus esforços na imprensa operária e criar sua própria imprensa, para fazer frente à imprensa dominante. Dizia Fabio Luz:

A imprensa diária, isto é, o…

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