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Série Obra Inacabada III: Cores e Chitas

24 abr

por Priscila Barbeiro

O processo de Cores e Chitas (2016) esteve aliado ao conteúdo histórico-cultural onde a chita se afirma como um dos tecidos da simbólica de usos, desusos e apropriações. A chita é o que melhor traduz os significados de brasilidade e miscigenação ressignificados em objetos artísticos.

O tecido com cara de festa de interior, de brincadeira de criança, de vestidinho de quadrilha, de cortina da fazenda, e toalha de mesa em casa de pau – a – pique; também foi vestido de escrava e já desfilou em passarelas. Foi estampa da elite e do forro de mesa de cozinha.  Vestiu movimentos culturais, coloriu festas populares, participou de tradições religiosas, tornando-se símbolo da moda brasileira.

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Priscila Barbeiro, Cores e Chitas, 2016.

Os florais evocam alegria, as cores expressam a tropicalidade, mas também o aspecto artesanal típico da  cultura brasileira como rendas, bordados, objetos, tapetes de palha trançada, crochês e etc – realizados pelas mãos femininas.

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Priscila Barbeiro, Cores e Chitas, 2016.

As cores e os elementos populares me remeteram a Matisse (Le Cateau-chambrésis/FRA,1869  – Nice/FRA, 1954), Leda Catunda (SP/BRA, 1961-), Beatriz Milhazes (RJ/BRA, 1960-), entre outros.

Referências

MELLÃO, Renata; IMBROSI, Renato. Que chita bacana. São Paulo: Editora A Casa, Museu do Objeto brasileiro, 2005.

PAREYSON, L. Os problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes Editora, 1984.

SALLES, C. A. O gesto inacabado: processo de criação artística. São Paulo: Fapesp/ Annablume, 1998.

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Série Obra Inacabada I: Estamos todos no mesmo barco

25 mar

Por Sérgio Augusto

 

“…todos nós, poetas, temos nossos barcos no ar, na terra e no mar…”
(Paschoal Carlos Magno, 1974)

Li as cartas que o artista Emmanuel Nery  (RJ,1931-RJ,2003) escreveu para Gisele Miranda e, logo pensei no trabalho visual.

Fiz uma pintura como um gesto afetivo reunindo cartas do artista à professora e o coletivo que concluiu o curso de Artes Visuais na Universidade Estadual de Maringá /UEM, 2012-2016. Pensei, estamos juntos há mais de quatro anos no mesmo barco!

sergio augusto coletivo obra 2016

Sérgio Augusto, “estamos todos no mesmo barco”, 2016; mista sobre papelão, 70 x 70 cm.

Nesse mar estamos nós: Eva, Beatriz, Ana, Janaina Borges, Priscila, Raony, Daiane, Felipe, Ricardo, Larissa, Camila, Anieli, Adilson, Sara, Letícia, Jean, Mailara, Giovana, Tatiane, Ana Caroline, Victor Hugo, Janaina Andrade, Sérgio Augusto e Gisele.

Os retratos foram compostos por tinta acrílica e lápis de cor; a palavra MAR foi bordada com linha azul; Gisele veste palavras de “Manú”, ou seja, as cartas que o artista Emmanuel Nery escreveu para ela.

 

Referências:

Cartas manuscritas / enviadas da cidade do Rio de Janeiro para a cidade de São Paulo, datadas:20/04/1988; 19/03/1991; 11/04/1991; 8/06/1991; 7/10/1991; 13/11/1991; 26/11/1991; 27/03/1992; 30/04/1992.

(*) a Série Obra Inacabada contará com a participação dos alunos acima referenciados.

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